terça-feira, 19 de julho de 2016

Amigos!!



E mesmo odiando clichês, vou cada dia mais me entregando a frivolidades que a vida nos apresenta. Efeito do inexorável vilão chamado “tempo”.

Encerrei uma série chamada How I Met Your Mother (Como Conheci a Mãe de Vocês) e me entreguei a reminiscências. Sem ser uma superprodução, contam a história de como 5 amigos caminharam ao longo de quase uma década. Compartilhando momentos e estórias. No último capítulo, a personagem mais pé-no-chão (e justamente por isso apontada como a menos emotiva) aponta o trivial: cada um seguirá seu caminho; os encontros se tornarão menos frequentes; e nos reuniremos apenas, e com sorte!, nos grandes momentos da vida de cada um...

Por ironia, nessa mesma tarde, recebi o convite de casamento de um grande amigo da infância e juventude. Imediatamente passei a refletir sobre como é estranho não saber, nos dias atuais, que seu melhor amigo de dez anos atrás está prestes a casar. E passei a lembrar também de todos os amigos que colecionei ao longo dessas 3 décadas. De alguns, como aquele galego e aquela gordinha com quem estudei na alfabetização, não lembro mais sequer o nome. De outros, não sei o que é de suas vidas.

De um terceiro grupo, o mais numeroso, sei muito, mas os vejo pouco. Menos do que gostaria. É um sinal de que caminhamos nossas trilhas, com escolhas e caminhos diferentes, e que, em função disso, nos afastamos fisicamente, mas traremos sempre na memória as lembranças daquelas conversas intermináveis, daqueles planos mirabolantes que traçávamos...daquele tempo que deveria ser petrificado... (Como é mesmo o nome daquela gordinha, hein? E do galego? Tem até foto deles aqui no meu aniversário de 6 anos)

E quão gratificante será quando, nesses raros encontros, ao ver um amigo, sentirmos como se nos houvéssemos visto na noite anterior. Compartilharemos sorrisos e segredos, inspiraremos brincadeiras e confiança como se o tempo, este moleque traiçoeiro, não houvesse se esvaído ao longo de nossas jornadas. Afinal, como disse Einstein "Pode ser que um dia nos afastemos...Mas, se formos amigos de verdade, A amizade nos reaproxima."

É... faz parte do script da vida. E não jaz aqui uma reclamação de um futuro cadáver ranzinza, não. É uma mera contestação de alguém que, com o passar do tempo, cada vez mais, vai se apegando às pieguices da vida.

Desses amigos, eu não exijo a presença nem a demonstração constante de apreço. Exijo apenas a lembrança e a palavra amistosa. Pois, como bem dito e bendito por Martin Luther King, ponderando sobre o fim de uma batalha, "No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos”.

E olhem quão irônica é essa bostinha de vida que é a nossa... Celebra-se hoje o dia dos chatos prediletos, que chamamos “amigos”, como bem disse Mário Quintana.

Eu tenho grandes amigos. Não sei bem a que divindade agradecer, mas assim que o descobrir, farei isso. E a você, meu amigo, em Belo Jardim, e em tantas outras cidades de Pernambuco; em Sergipe e em tantos outros estados do Brasil; no Canadá e em alguns outros países, meu OBRIGADO POR ME SUPORTAR.

Saiba que só o que quero da vida é um pouco de êxito profissional, vigor físico pra viajar e conhecer novos lugares, e muito tempo para sentar perto de você, tomar uma dose, lhe contar minha vida e ouvir da sua.

"Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só." Amir Klink


Um comentário:

Andreza Ramos disse...

A gordinha pode ser Eu hahahah não estudei a alfa mas...